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Berlinale 2016: Vamos falar dos refugiados?

22 fev 2016 / Sem comentários / em Cinema / por

fuoco

 

Myrna Silveira Brandão, de Berlim

 

O Festival de Berlim anunciou na noite deste sábado (20) os vencedores dos Ursos de Ouro e Prata de sua 66ª edição, cujo júri foi presidido pela atriz americana Meryl Streep. “Fuocoammare”, de Gianfranco Rosi, confirmou seu favoritismo conquistando o prêmio máximo do festival, que nesta edição colocou todo o seu foco no drama dos refugiados. O documentário foi rodado na ilha mediterrânea de Lampedusa, um dos lugares que se tornaram símbolo da fuga africana para a Europa, e também palco de constantes tragédias e naufrágios.

 

“Gostaria de dedicar esse prêmio à população de Lampedusa, que continua recebendo os refugiados que chegam lá. Espero que o filme traga uma maior conscientização sobre a tragédia que acontece na ilha”, declarou o diretor.

 

O Grande Prêmio do Júri, o segundo mais importante do festival, foi para Mort à Sarajevo, de Danis Tanovic, que também ganhou o prêmio da crítica internacional (Fipresci).

 

O polonês Tomasz Wasilewski ganhou o prêmio de Melhor Roteiro com United States of Love, um filme ambientado na Polônia nos anos 1990 logo após o fim do regime comunista.

 

O Urso de Prata de melhor diretor foi para a francesa Mia Hansen-Love por “L’Avenir”, protagonizado por Isabelle Huppert.

 

Majd Mastoura ganhou o Urso de Prata de Melhor Ator em “Hedi”, de Mohamed Ben Attia, no papel do jovem dominado pela mãe, uma métafora para o conflito entre as tradições do país e as ideias progressistas da Primavera Árabe.

 

O Urso de Prata de Melhor Atriz foi para Trine Dyrholm em “The Commune”, de Thomas Vinterberg, interpretando Anna, uma conhecida jornalista de televisão, que é abandonada pelo marido.

 

Dyrholm subiu ao palco e declarou que queria dividir o prêmio com Vinterberg por tê-la convidado para fazer o filme.

 

O Prêmio Alfred Bauer, para filme inovador e que abre novas perspectivas para o cinema foi para “A Lullaby to the Sorrowful Mystery”, do filipino Lav Diaz, um filme com oito horas de duração sobre o processo de independência das Filipinas.

 

O Cinema Brasileiro foi contemplado numa categoria ligada ao prêmio Teddy que privilegia produções com temática LGBT. “Mãe só há uma”, de Anna Muylaert, foi eleito o Melhor Filme pela revista alemã “Manner”, voltada para esse público.

 

PRINCIPAIS PRÊMIOS

 

– Urso de Ouro: Fuocoammare, de Gianfranco Rosi

 

– Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri: Mort à Sarajevo, de Danis Tanovic

 

– Urso de Prata – melhor diretor: Mia Hansen-Love por L’Avenir

 

– Urso de Prata – melhor ator: Majd Mastoura em Hedi, de Mohamed Ben Attia

 

– Urso de Prata – melhor atriz: Trine Dyrholm em The Commune

 

– Prêmio de melhor roteiro: Tomasz Wasilewski por United States of Love

 

– Prêmio Alfred Bauer – trabalho inovador (uma homenagem ao fundador da Berlinale): A Lullaby to the Sorrowful Mystery, de Lav Diaz

 

– Prêmio da Crítica Internacional (Fipresci):   Mort à Sarajevo, de Danis Tanovic

 

– Prêmio Teddy Bear – melhor filme de temática gay: Kater, de Handl Klaus

 

– Prêmio de audiência da Panorama Principal: Junction 48, de Udi Aloni

– Prêmio de audiência da Panorama Documenta: Who’s Gonna Love Me Now, de Barak e Tomer Heymann

 

– Melhor filme da Mostra Generation: – Urso de Cristal: The Trap, de Jayaraj Rajasekharan Nair (Índia)

 

– Melhor curta-metragem: A Man Returned, de Mahdi Fleifel (UK, Dinamarca, Holanda)

 

 

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