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Berlinale homenageia Ken Loach

29 nov 2013 / 1 comentário / em Cinema / por

por Carlos Augusto Brandão

 

Na 64ª edição do Festival de Berlim (6 a 16 de fevereiro), Ken Loach será o grande homenageado com o recebimento do Urso Honorário, um reconhecimento pelo conjunto da obra.

 

Ao fazer o anúncio, Dieter Kosslick, diretor da Berlinale, destacou que Loach, ao longo de sua carreira de quase 50 anos, tem mostrado um grau extraordinário de continuidade, enquanto permanece inovador o tempo todo.

 

“Seu profundo interesse pelo ser humano e seus dramas pessoais, bem como o seu comprometimento crítico com a sociedade, foi mostrado numa variedade de abordagens cinematográficas. Nós estamos homenageando Loach não só como diretor, mas também pela nossa admiração por suas reflexões sobre as injustiças sociais em seus filmes”, afirmou Kosslick.

 

De fato, os filmes do diretor britânico  – que são algumas vezes elencados com atores não profissionais – tem corajosamente trilhado a tênue linha entre documentário e a ficção.

 

Desde o início de sua carreira Loach tem consistentemente mostrado uma paixão por histórias comoventes sobre o cotidiano de pessoas comuns em filmes como “Kes” (1969), seu segundo longa que obteve sucesso internacional; “Meu nome é Joe” (1998), a história dramática de amor entre um ex-presidiário alcoólatra e uma assistente social;  “Os navegadores” (2001), sobre a solidariedade dos trabalhadores rodoviários durante a privatização da companhia ferroviária britânica; e “Terra e liberdade” (1995), que faz um paralelo da Guerra Civil Espanhola com a Inglaterra atual.

 

Loach tem mostrado vários filmes na competição da Berlinale e, mais recentemente, em 2013, apresentou “The spirit of ‘45”.

 

O tributo a Loach pelo conjunto de sua extraordinária obra será acompanhado de uma retrospectiva com 10 dos seus filmes,  entre outros a série de TV “Cathy come home”, “Terra e liberdade”, “Meu nome é Joe”, “Os navegadores” e “À procura de  Eric”.

1 comentário:

  1. Oanh disse:

    Jake and yeah, I’ve seen a lot of Kiarostami and I can feel his tenderness (and also his inleeltct) but here he goes so far in both of those directions, it really all feels so unselfconscious to me. Yet also totally self-conscious. You know, that Kiarostami dichotomy. We are making a movie!! How about the sight-gag with the guy speaking frustratedly into what turns out to be his phone but it looks like he is berating the woman standing there right in front of him.GOD, I love that vaudeville shit. Hilarious. Perfect. Nothing is what it seems.

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