Laboratório Pop

Berninale 2015: a “Cinderella” de Branagh

14 fev 2015 / 1 comentário / em Cinema / por

Myrna Silveira Brandão, Especial para o LABORATÓRIO POP, de Berlim

 

 

Selecionado fora de competição, “Cinderella”, de Kenneth Branagh, filme foi muito aplaudido na prévia para a imprensa e à noite em sessão de gala para o público no suntuoso Palácio dos Festivais. Embora com todos os elementos clássicos – o sapatinho de cristal, a abóbora que se transforma em carruagem, a fada madrinha, a madrasta má e o príncipe encantado – a Cinderella de Branagh traz frescor ao clássico conto de fadas de Charles Perrault, eternizado na animação da Disney de 1950. E um elenco estelar que inclui, entre outros, Lily James, Richard Madden, Cate Blanchett e Helena Bonham Carter.

 

Na versão de Branagh – que traz um olhar contemporâneo, mas também dos tempos dourados do cinema – a protagonista se chama Ella (James) e é uma garota forte, irreverente, generosa e rebelde. Com a morte trágica da mãe, seu pai se casa novamente e, para dar apoio a ele, Ella concorda em conviver com sua malvada madrasta, Lady Tremaine (Blanchett), e suas duas irmãs, Anastasia e Drisella.

 

Logo é relegada a nada mais do que uma serva, mas, apesar da crueldade a que é submetida, Ella é determinada, corajosa e não está disposta a ceder ao desespero. Um dia conhece um jovem na floresta que diz ser apenas um funcionário do palácio, mas na verdade é um príncipe.

 

Na coletiva após a projeção, Branagh falou sobre o filme e como construiu sua personagem. Leis os principais trechos.

 

O que difere Cinderela dos Estúdios Disney para a sua versão realizada agora?

 

Eu não queria fazer um filme sobre bondade, o desafio foi achar uma leveza sem ser sentimental ou juvenil. Nossa Cinderela é romântica e poética, mas é inquestionavelmente forte.

 

Quais elementos ela precisou incorporar para isso?

 

Ela sabe que a vida é dura, que perdas, dificuldades, crueldade e ignorância acontecem, mas não crê na vida como é de fato, mas como poderia ser se as pessoas acreditassem mais na bondade, na superação e, às vezes, em um pouco de magia.

 

Como foi a decisão do que deveria ser mantido e o que achou necessário mudar para que o filme falasse com o público contemporâneo?

 

Queríamos mostrar uma versão verossímil da maldade da madrasta. Para isso, tivemos uma atriz magnífica que é a Cate (Blanchett). Outra coisa diferente da animação, é que Cinderela e o príncipe se encontram antes do baile, mas nenhum dos dois sabe quem é o outro. Foi uma conexão real e diferente

 

cinderellasocial.

 

Como acha que o filme será recebido pelos espectadores?

 

“Acho que vamos surpreender as pessoas. É um filme tocante, humano e tem o toque contemporâneo e a qualidade emocional, que são a base para esta versão clássica e para o mundo suntuoso que criamos. Lançando mão de todos os grandes momentos – o baile, as músicas, a transformação – espero conseguir passar isso para o público”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1 comentário:

  1. Rahul disse:

    Hmm Tiago, e9s capaz de ter raze3o quanto ao “Morrer como um Homem”. Eu exclued-o da crrdioa por duas principais razf5es:1) a data de estreia em Portugal, pois foi he1 quase um ano;e 2) o tema do filme, que ne3o e9 de todo para qualquer audieancia.Mas sem dfavida que seria uma submisse3o interessante e surpreendente. E depois, ainda por cima, teve boas credticas. Eu, para je1, acho que “Embargo”, “Sorrisos do Destino”, “Como Desenhar Um Cedrculo Perfeito”, “A Religiosa Portuguesa” e “Morrer como um Homem” este3o na crrdioa. Com “O Estranho Caso de Ange9lica” ligeiramente e0 frente. Vamos a ver o que sai.Obrigado pelo comente1rio,Jorge Rodrigues

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