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Brasil está na mostra competitiva de Sundance

4 dez 2014 / Sem comentários / em Cinema

por Carlos Augusto Brandão

 

O Festival de Sundance, que será realizado de 22 de janeiro a 1º de fevereiro, anunciou os filmes em competição de sua 31ª edição.

 

A data já entrando em fevereiro – o que nunca aconteceu – resultou de um acordo firmado no ano passado com Park City (Utah), que organiza o festival, para evitar a coincidência com o feriado de Martin Luther King. A cidade estima que perdeu cerca de US$ 4,2 milhões em receitas de esqui, quando o festival aconteceu durante esse período.

 

“Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert (Durval Discos)  está na Mostra competitiva Cinema Mundial.

 

O filme é a história de Val, interpretada por Regina Casé, que deixou sua filha no interior de Pernambuco para tornar-se babá em São Paulo.  O reencontro acontece quando a menina vai para a cidade prestar vestibular, causando desconforto na casa da família onde Val Trabalha.

 

Regina retorna ao festival, onde surpreendeu e emocionou o público em 2000 no papel da mulher que vive com três maridos em “Eu tu eles”, de Andrucha Waddington.

 

Criado e organizado pelo ator e diretor Robert Redford, o Sundance começou em 1981 como uma mostra regional. Depois de ganhar os holofotes da mídia internacional com Sexo, Mentiras e Videoteipe – que saiu de Park City para ganhar a Palma de Ouro em Cannes – não parou mais de crescer e é hoje o principal festival norte americano.

 

Ao fazer o anúncio, Redford disse que o crescimento do Sundance ao longo desses anos se deve às audiências e aos diretores.

 

“O trabalho dos diretores independentes reflete a nossa cultura e o tempo que estamos vivendo.  Suas histórias são frequentemente irreverentes, desafiadoras, inspiram os espectadores e tem o poder de provocar mudanças”, declarou o guru mor dos independentes.

 

John Cooper, diretor do Festival, disse que os filmes selecionados para 2015 estão mais fortes e mais ousados.

 

“Com focos indo da comédia ao dramático, de diversos gêneros ao documentário, de experimentais aos  curtas-metragens, os diretores independentes estão trazendo novas oportunidades para o entendimento e a empatia”, complementou.

 

Entre os indicados são destaques:  “(T)error”, de Lyric R. Cabral e David Felix Sutcliffe, primeiro filme a captar com a câmera, o desdobramento de uma ação contra terrorista; “The Bronze”, de Bryan Buckley; e  “3  ½ Minutes”, de Marc Silver, sobre a morte de um adolescente desarmado na Flórida em 2012.

 

Nos próximos dias serão divulgados os filmes das mostras Spotlight, Park City at Midnight, New Frontier, Premire e Kids, uma nova mostra criada na edição passada.

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