Laboratório Pop

Fincher abre o NYFF para o público

27 set 2014 / 2 comentários / em Cinema / por

Myrna Silveira Brandão

Nova York

David Fincher retornou ao Festival de Nova York, onde o seu “Gone Girl” abriu nessa sexta (26) para o público a 52ª edição do NYFF. Como já tinha acontecido  em 2010 com “A Rede Social”, o diretor americano volta a ter a primazia de ter seu filme na noite de abertura.

Mostrado numa prévia para a imprensa poucas horas antes da estreia, o novo trabalho de Fincher – um thriller protagonizado por Ben Affleck e Rosamund Pike – foi recebido com aplausos apenas educados da plateia de jornalistas que lotou a sessão.

Baseado no best-seller homônimo de Gillian Flynn, a história segue Nick Dunne (Affleck), cuja esposa Amy (Rosamund Pike) desaparece no dia em que eles celebram o 5º aniversário de casamento. Dunne é considerado o principal suspeito.

Além de Affleck e Pike, o elenco inclui, entre outros Tyler Perry e Neil Patrick Harris, que tem um papel importante no surpreendente final da trama.

Narrado em tom de humor negro, o filme é uma mistura de gêneros que, além do thriller, inclui comédia, drama policial e suspense. Tendo por base a conturbada história do casal, o filme faz uma crítica à classe média americana e ao enorme poder da mídia que, da noite para o dia, pode criar celebridades ou destruir pessoas.

Ao manifestar sua satisfação por ter o filme dando partida ao evento, Ken Jones, diretor do NYFF, disse que ele é muitas coisas de uma vez só. “É dirigido por um dos grandes diretores americanos da atualidade e baseado numa obra literária fenomenal. Estamos muito felizes de ter a première mundial abrindo o festival”, afirmou.

Se o filme foi recebido com reservas, a coletiva após a projeção – da qual participou o Laboratório Pop – foi divertida e muito descontraída, a ponto de uma jornalista ter brincado que o personagem mais estável do filme é um animal de estimação, o gato do casal.

Fincher iniciou a entrevista dizendo que seu entusiasmo pelo livro foi imediato. “Flynn tem perfeita consciência do que os personagens estão fazendo. ‘Gone Girl’ é algo que eu nunca tinha filmado antes: um estudo de narcisismo e auto inventividade”, declarou, explicando a razão de voltar a fazer um thriller.

“Essa questão – se eu faria um thriller de novo –  eu mesmo coloquei para mim várias vezes. Mas eu nunca digo nunca.  Na verdade, eu não estava  procurando isso, mas também não estava evitando”, ressaltou.

Respondendo a uma pergunta sobre como definiria sua personagem, Pike descreveu várias cenas do filme e concluiu: “Ela faz parte de um casal que está sendo examinado no filme como se fosse num microscópio”.

Um dos mais aplaudidos quando subiu ao palco, Affleck disse que gostou imensamente de ter feito o filme e aprendeu muito com Fincher. “Gone Girl coloca questões difíceis sobre o casamento e, muitas vezes, sobre coisas que as pessoas não gostam de falar, algumas até  obscuras. Acho que o  meu personagem significará uma coisa para os homens e outra para as mulheres”, afirmou.

Ao final, Fincher disse que o livro tem  uma trama complicada e que precisou buscar o tom certo para levá-la às telas. “É um filme sobre um bom marido, uma boa esposa, um bom vizinho, o bom cristão, o bom americano.  Nele eu precisava  também de música que está lá apenas para acalmar e convencer”, definiu.

2 comentários:

  1. Bambang disse:

    Considering that the Starz Denver Film Festival usually has stnrog presentations of Iranian and Mexican films, A Separation, This is Not a Film, and Miss Bala are not coming my way this November. Several of the other films are guaranteed commercial release so I’m not worried about seeing them eventually. Enjoyed your postings. I’ll be posting on Denver’s festival starting November 2, but I don’t think the world needs needs more coverage of the usual suspects. I will press on without Shame or Melancholia.

  2. Nazia disse:

    Danke–Ry, Brian, Walter, Mark, Kimberly, Adrian!Ry, I’ve enjoyed all the Cut Copy I’ve drseoveicd through you, and I also like Cale’s Paris 1919. They’re not written about much, but I’m a big fan of two duo albums Cale made in 1990 with Brian Eno (Wrong Way Up) and Lou Reed (Songs for Drella), the latter a tribute to Andy Warhol. The Eno album is especially a great, little-known ‘pop’ record.Brian, I have several releases by Howard Jones, mostly on vinyl (including Action Replay EP which also contains “No One Is To Blame”) but not One To One. I noticed that used copies are going for a dollar at Amazon–that’s hard to resist. Glad you like the music posts, Brian, I resolve to be less lazy and put them up more often.Walter, thanks for turning me on to Bedhead, whom I’d never heard of!Kimberly, I’m almost totally ignorant of the Shibuya-kei scene except Pizzicato Five. Your tips and links are very helpful. Thank you!Mark, thanks for those Simon Reynolds posts–very interesting reading. Christgau proposes a related idea in the way he defines “alternative music” in a 1997 Perfect Sound Forever interview: as music that has not only half-forgotten its pop music roots but is also consciously trying to distance itself from them, esp. from black music influences like R&B, black pop (like ‘New Jack Swing’) and hip-hop.Was (Not Was) wouldn’t really fall into the Reynolds “perfect pop” category; they’re neither indie nor guitar-centered. They are also very open to black pop, hip-hop, and electronic pop influences. (Their next record features straight-head raps including one, interestingly, by Leonard Cohen.) They were on a major label making music that openly albeit unsuccessfully aspired to be chart-popular. (As Brian noted, they succeeded modestly only with “Walk The Dinsosaur”).Mark, it’s good to discover your blog–I’ve subscribed to it.Adrian, Sex O’ Clock has got to be the best album title I’ve heard in ages! Hope you’re having fun at the film festival in Chile–we look forward to hearing about it upon your return.

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