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Começa o Varilux 2019: as boas do festival francês

5 jun 2019 / Sem comentários / em Cinema

Animation – France – 1h25 – sortie: 5 dŽcembre 2018 – 2018 –
RŽalisateur: Louis Clichy – Alexandre Astier –
ScŽnariste: Alexandre Astier d’aprs RenŽ Goscinny et Albert Uderzo –
Suite auÊDomaine des Dieux (2014 ) n’est pas adaptŽ d’une bande-dessinŽe dŽjˆ existante –


Rodrigo Fonseca
A França é aqui, num cinema perto de você: a partir desta quinta-feira, uma esquadra de filmes das mais variadas ambições estéticas vindos lá de Paris aportará em circuito nacional, em 80 cidades brasileiros (o RJ e SP entre elas), para celebrar a 10ª edição do Festival Varilux, em cartaz até 19 de junho, sob a gestão sempre delicada de Christian Boudier e sua Bonfilm.
Confira a seguir os destaques da programação do evento em 2019:

MEU BEBÊ (Mon Bébé)
De Lisa Azuelos. Uma das maiores comediantes da França na atualidade Sandrine Kiberlain nos arranca gargalhadas e pranto no papel de Héloïse, uma devotada mãe que põe seus dilemas pessoais para escanteio diante da síndrome de ninho vazio que sente quando sua caçula vai estudar fora. Lisa Azuelos é uma expert em afetividades nas raias da tragédia, como se viu em “Rindo à toa” (2008) e “Dalida” (2015).
GRAÇAS A DEUS (Grâce à Dieu)
De François Ozon. Laureado com o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, este drama baseado em fatos reais escandalizou a Igreja Católica, arrebatou a imprensa e seduziu a crítica pela maturidade com que o realizador de “8 mulheres” (2002) trata o abuso sexual cometido contra três homens que, quando meninos, foram vítimas de um sacerdote católico. “É um filme criado para incomodar, com o cuidado estético de dar um tratamento de cor e de textura a cada um de seus protagonistas”, disse Ozon, que vendeu 900 mil ingressos de fevereiro a meados de abril com sua potente narrativa.
ASTERIX E O SEGREDO DA POÇÃO MÁGICA (Astérix – Le Secret de la Potion Magique)
De Louis Clichy e Alexandre Astier. A nova aventura cinematográfica do gaulês mais amado das HQs (ou BDs, em français) chega em versão dublada, com a voz de Gregório Duvivier saindo do elmo torto do herói de René Goscinny e Albert Uderzo. A tarefa do destemido baixinho e seu amigo Obélix é proteger o caldo místico que garante seus poderes.
BOAS INTENÇÕES (Les Bonnes Intentions)
De Gilles Legrand. Sempre carismática em cena, a atriz e diretora Agnès Jaoui volta às telas no papel de uma ventoinha viva de trabalhos humanitários, que ganha o pão do dia a dia como professora de Francês. Ela decide se diferenciar de seus colegas ao levar seus alunos para m curso inusitado de alfabetização, pelas da Literatura.
UM HOMEM FIEL (L’homme fidèle)
De Louis Garrel. Num triângulo amoroso com Laetitia Casta e Lily-Rose Depp, filha da cantora Vanessa Paradis e Johnny Depp, Louis Garrel encarna um viciado no verbo “amar” cujo coração entra numa partida de tênis entre uma paixão de ontem e um flerte com o amanhã. Prêmio de melhor roteiro em San Sebastián.
FILHAS DO SOL (Les filles du soleil)
De Eva Husson. Atriz de destaque nos anos 1990, a realizadora deste doído épico sobre sororidade arranca de Golshifteh Farahani (“Paterson”) sua melhor atuação. A estrela de origem iraniana vive Bahar, a comandante das Filhas do Sol, um batalhão composto apenas por mulheres curdas que atua ofensivamente na guerra do país. Ela e as suas soldadas estão prestes a entrar na cidade de Gordyene, local onde Bahar foi capturada uma vez no passado. O grupo terá o apoio de Mathilde (Emmanuelle Bercot), uma jornalista francesa que está acompanhando o batalhão durante o ataque. Concorreu à Palma de Ouro de 2018.

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