Laboratório Pop

‘Easy rider’ chega aos 50 anos: homenagem em Cannes à vista

11 abr 2019 / Sem comentários / em Cinema


Rodrigo Fonseca
Marco absoluto da contestação na contracultura da década de 1960, “Easy Rider – Sem destino” (1969) completa 50 anos no dia 12 de maio, quando fez sua primeira exibição mundial, no Festival de Cannes. Especula-se que a edição nº72 do evento, a ser realizada de 14 a 25 de maio, vá homenagear o cult de Dennis Hopper (1936-2010) com uma projeção de gala. Aposta-se que Jack Nicholson e Peter Fonda, dois dos astros remanescentes do elenco central, vão dar um pulo na Croisette, a fim de reverenciar a memória de Hopper, numa projeção da mostra Cannes Classics. Meses antes de o longa-metragem estrear, a maratona cinéfila francesa deu a Hopper um prêmio de melhor filme de diretor estreante. O ator e cineasta orgulhava-se do fato de a história de dois motoqueiros vendedores de drogas (ele viveu o hippie Billy e Fonda, o galante Capitão América Wyatt) ter faturado quase US$ 60 milhões, tendo custado US$ 300 mil – cifras módicas já para a época.

“Depois que saí de Cannes premiado, acreditei que poderia voltar aos EUA e seguir filmando tramas que inovassem a forma e as convenções da América. Foi ingenuidade minha”, disse Hopper, em uma entrevista ao Lab Pop em 2008. “Essa ingenuidade me custou o projeto de seguir dirigindo com a liberdade que eu desejava ter”.
Já que o papo aqui começou com base no anúncio de Jarmusch em Cannes, vale lembrar que no dia 18 de abril serão anunciados os concorrentes à Palma dourada. Dois títulos já são dados como presenças obrigatórias na disputa deste ano: “Dor e glória”, de Pedro Almodóvar, e “A hidden life”, de Terrence Malick. Fala-se muito ainda no musical “Rocketman”, de Dexter Fletcher; no thriller “Dominó”, de Brian De Palma; no drama étnico “As filhas do fogo”, de Pedro Costa; e no romance “Les plus belles années d’une vie”, de Claude Lelouch, terceiro tomo de um ciclo iniciado com “Um homem, uma mulher”, em 1966.
Cogita-se ainda a presença de “Bacurau”, dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e de “A vida invisível”, do cearense Karim Aïnouz, na seleção oficial. No dia 23 de abril, a Quinzena dos Realizadores anuncia suas atrações: seu filme de abertura será “Deerskin”, de Quentin Dupieux, com Jean Dujardin, e seu homenageado vai ser o mestre do terror John Carpenter, realizador de “Halloween” (1978) e outros cults. A Semana da Crítica terá o colombiano Ciro Guerra como presidente do júri.

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