A banda britânica Family Stereo, liderada por Blake Watt, filho da cantora Tracey Thorn e do músico Ben Watt (leia-se Everything But The Girl), começa a ganhar atenção na cena indie do Reino Unido com um folk-rock delicado que o próprio grupo descreve como “folkish rockery”.
Surgido em Londres a partir de gravações caseiras feitas por Blake em 2018, o projeto já lançou uma sequência de singles e EPs — entre eles “Matter” (2023), “Sometimes the Morning Is Different” (2024) e o single mais recente “Down the Line” (2025) — e vem se consolidando no circuito alternativo britânico com shows em pequenos clubes e participações em festivais como o The Great Escape, em Brighton. 
Inicialmente um projeto solo de Blake Watt gravado em um simples gravador de oito pistas no quarto de casa, o Family Stereo evoluiu para uma banda completa e passou a lançar músicas regularmente nas plataformas digitais, com canções como “Foolproof”, “Early Promise” e “I Knew I Loved You Then!”, além de EPs que consolidaram o estilo introspectivo do grupo.
Ainda sem um álbum completo anunciado oficialmente, o projeto vem ampliando sua discografia com singles e EPs sucessivos desde 2023, construindo audiência gradual dentro do indie britânico enquanto Blake desenvolve sua identidade musical própria — mesmo carregando o sobrenome de dois nomes históricos do pop alternativo inglês.
Nadou? Tracey Thorn e Ben Watt se conheceram no início dos anos 1980 na cena independente inglesa, quando fundaram Everything But The Girl. A música do duo atravessou várias fases — do folk-pop intimista e sofisticado dos primeiros discos a incursões marcantes pela eletrônica e pela música de pista nos anos 1990. A voz contida e expressiva de Thorn e a escrita melódica e a produção refinada de Watt criaram um estilo reconhecível, elegante e melancólico, que influencia gerações de artistas do indie e do pop eletrônico até hoje.
Paralelamente ao trabalho do duo, Thorn construiu uma respeitada carreira solo como cantora e escritora, enquanto Watt se destacou também como produtor, DJ e dono de selo, mantendo ambos presença constante na história da música britânica contemporânea.
