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Berlinale 2020: Panorama traz turbulência e polêmica

23 jan 2020 / Sem comentários / em Cinema

Myrna Silveira Brandão

Michael Stutz, novo diretor da prestigiada mostra Panorama do Festival de Berlim, avisa que o programa da 70ª edição do evento é emblemático da urgência de uma ação política.

“Os filmes mostram o poder da resistência e o escopo do que é possível”, complementa.

De fato, os temas da programação agora divulgada, foca fronteiras, origens, convulsões e outros assuntos que incluem a turbulência do mundo de hoje.

A seleção da prestigiada mostra da Berlinale (20.2 a 1.3) traz novos nomes brasileiros. Além de “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani – já anunciado anteriormente – a relação inclui:

“Nardjes A.”, de Karim Aïnouz (produção com Algéria / França / Alemanha). Filmado inteiramente em um iPhone, o documentário concentra-se nos jovens Nardjes e seu ativismo em um momento de agitação política. Aïnouz, radicado em Berlim, já esteve outras vezes no festival, inclusive com “Aeroporto Central” (2018) e “Praia do Futuro” (2014); “Vento seco”, do documentarista Daniel Nolasco; e “O reflexo do lago”, de Fernando Segtowick, que retrata o esgotamento da Amazônia com imagens assustadoras. O diretor brasileiro toma a construção do reservatório de Tucuruí como ponto de partida para uma investigação sobre a exploração passada e presente da região.

Filmes polêmicos como “The Assistant’, de Kitty Green, que já provocou muita discussão na mídia, também constam do programa.

O Brasil já contabiliza uma maciça presença em várias mostras paralelas: Conforme divulgado anteriormente, além dos títulos da Panorama – foram selecionados: na Geração – “Meu nome é Bagdá”, de Caru Alves de Souza; na Fórum – “Luz nos Trópicos”, de Paula Gaitán, “Vil, Má”, de Gustavo Vinagre, e Apiyemiyeki, de Ana Vaz (Fórum Expanded).
Está ainda na produção conjunta Uruguai / Argentina / Holanda e Filipinas, com “ChicoVentana también Quisiera tener un Submarino”, de Alex Piperno.

Veja a lista dos filmes da Panorama

A l’abordage, de Guillaume Brac – França
Always Amber, de Lia Hietala, Hannah Reinikainen – Suécia
The Assistant, de Kitty Green – EUA
Notes from the Underworld, de Tizza Covi, Rainer Frimmel – Áustria
Bloody Nose, Empty Pockets, de Bill Ross IV, Turner Ross – EUA
Cidade Pássaro, de Matias Mariani – Brasil / França
Days of Cannibalism, de Teboho Edkins – França / África do Sul / Holanda
Digger, de Georgis Grigorakis – Grécia / França
Eeb Allay Ooo!, de Prateek Vats – India
Exil, de Visar Morina – Alemanha / Bélgica / Kosovo
No Hard Feelings, de Faraz Shariat – Alemanha
Hope, de Maria Sodahl – Noruega / Suécia
I Dream of Singapore, de Lei Yuan Bin – Singapura
Running on Empty, de Lisa Weber – Áustria
Wildland, de Jeanette Nordahl – Dinamarca
Kotlovan, de Andrey Gryazev – Federação Russa
Las mil y una, de Clarisa Navas – Argentina / Alemanha
Mare, de Andrea Staka – Suiça / Croácia
Minyan, de Eric Steel – EUA
Mogul Mowgli, de Bassam Tariq – UK
Nardjes A. de Karim Aïnouz – Algéria / França / Alemanha / Brasil / Qatar
One of These Days, de Bastian Günther – Alemanha / EUA
Otac, de Srdan Golubovic – Sérvia / França / Alemanha / Croácia / Slovenia / Bosnia Herzagovina
Pari, de Siamak Etemadi – Grécia / França / Holanda / Bulgária
Petite Fille, de Sébastien Lifshitz – França
O Reflexo do Lago, de Fernando Segtowick – Brasil
A Voice that Shook the Silence, de Bettina Böhler – Alemanha
Black Mild, de Uisenma Borchu – Alemanha / Mongólia
Sow the Wind, de Danilo Caputo – Itália / França / Grécia
Si c’était de l’amour, de Patric Chiha – França
Suk Suk, de Ray Yeung – Hong Kong, China
Surge, de Aneil Karia – UK
A Common Crime, de Francisco Márquez – Argentina / Brasil / Suiça
Vento Seco, de Daniel Nolasco – Brasil
Welcome to Chechnya, de David France – EUA

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